Colposcopia


Este exame pratica-se nos casos em que o Teste de Papanicolau tenha mostrado células anormais. O teste requer um exame visual utilizando um instrumento chamado colposcópio montado sobre uma base. O colposcópio ajuda o seu ginecologista a identificar alterações, muitas vezes muito leves, no colo do útero e na vagina, que nem sempre podem ser detectadas durante um exame de rotina. No caso de serem identificadas áreas anormais, habitualmente faz-se uma pequena colheita de tecido chamada biopsia.  A biopsia proporciona ao seu ginecologista a  importante informação que lhe permite decidir se você necessita de algum tratamento adicional. As biopsias podem causar indisposições leves. O exame colposcópico costuma demorar entre dez e vinte minutos.

Não se deve esperar por ter algum sintoma ou indisposição para realizar estes dois exames, porque a única forma de curar o cancro do colo do útero é detectando-o quando todavia ainda não começou. Nos países desenvolvidos efetua-se a todas as pacientes, conjuntamente com a citologia no ano em que inicia a sua vida sexual e é anualmente repetida, conseguindo-se assim diminuir o número de casos anuais de cancro cervical; na América Latina, Cuba e Argentina são fiéis exemplos disso.

Na Clínica Máxima Estética seguimos fielmente o Programa de Prevenção de cancro do colo do útero uma vez que sabemos, através da nossa própria experiência pessoal, o quão importante é esta técnica para a detecção precoce de um dos cancros mais temidos devido à sua elevada agressividade.

Indicações:

  • Citologia do Teste de Papanicolau duvidosa ou positiva para doença pré-invasora ou invasora do colo do útero.
  • Lesão do colo do útero ou vaginal ou antecedentes de leucorreia.
  • Evidência clínica de doenças de transmissão sexual, como infecção por Vírus do Papiloma Humano, Vírus de Herpes Simples, etc.

Procedimento:

Para a realização desta técnica é necessário expor o colo do útero através de um espelho vaginal. Posteriormente, aplica-se ácido acético a 3-5%, com isto clarifica-se a imagem, as papilas tornam-se mais nítidas, facilitando a localização do limite escamo-colunar. Além disso, obtêm-se mucólises e vasoconstrição, com vasodilatação reativa posterior, que causa edema em zonas de maior densidade celular. Mediante esta técnica podem-se realizar procedimentos terapêuticos como biopsias dirigidas, conizações, eletrocoagulação, vaporização com laser, etc.        

Vantagens:

  • Num método eficaz para o diagnóstico de diversas lesões cervicais e de trato genital inferior.
  • Destaca-se a sua utilidade na detecção de lesões pré-malignas e malignas do colo do útero.
  • Permite reconhecer alterações que gera o Vírus de Herpes Simples e os sinais subclínicos do Vírus do Papiloma Humano.
  • A combinação de Colposcopia e Citologia esfoliativa em mulheres assintomáticas oferece o melhor rendimento na pesquisa de lesões intraepiteliales e invasoras do colo do útero.

Como se faz a colposcopía?

É feita por qualquer Ginecologista treinado em Colposcopia ou por um Ginecologista Oncologista com dito treinamento, consistindo num exame visual através de um instrumento que se assemelha a uns binóculos montados sobre uma base.  Durante o exame coloca-se um espéculo vaginal para separar as paredes da vagina, tal como se faz durante o Teste de Papanicolau, e mantem-se essa posição durante o exame. O colposcópio colocar-se-á a uma distância de várias polegadas em frente à vagina, mas não terá contacto consigo, excepto talvez ao colocar o espéculo vaginal possa causar algum incómodo.  Em consequência disso é possível que sinta um pouco de ardor ou mal-estar transitório, mas a maior parte das pacientes não sentem estes incómodos.
É possível que se utilizem várias lentes de aumento ou filtros de diferentes cores para assim avaliar melhor qualquer área suspeita. Em algumas ocasiões far-se-ão fotografias do colo do útero, da vagina, ou da vulva (exterior da vagina) para que estas passem a formar parte da sua ficha clínica.
Ao colher uma amostra do canal endocervical poder-se-ão sentir espasmos ou, em raras ocasiões, ligeiros enjoos. Se forem identificadas áreas anormais no colo do útero, frequentemente solicita-se uma biopsia para obter o diagnóstico correto. Durante a biopsia colhe-se um fragmento muito pequeno de tecido desta área alterada. No caso de existir mais de uma destas áreas alteradas, geralmente fazem-se várias biopsias. O sangramento causado pela biopsia pode ser controlado aplicando nitrato de prata ou uma solução de ferro chamada solução de Monsel. As colheitas que se obtêm enviam-se para o laboratório a fim de ser examinadas por um médico patologista, o qual informará o diagnóstico final ao seu provedor de serviços de saúde. Este processo às vezes pode demorar vários dias ou até várias semanas.

Cuidados após a Colposcopía:

Na maioria das ocasiões não se apresentam efeitos adversos e na maior parte dos casos, após o exame colposcópico, poderá notar um pouco de fluxo ou descarga vaginal ensanguentada, parecida com borras de café, que poderá durar de três a cinco dias. É possível que tenha de usar pensos higiénicos. Contudo, terá muito poucas restrições após o procedimento e poderá regressar às suas atividades rotineiras. Se lhe foram feitas biopsias, você deverá evitar certas atividades até que o sangramento tenha desaparecido.

Estas atividades incluem:

  • Atividade sexual (relações sexuais vaginais)
  • Uso de tampões dentro da vagina
  • Lavagens ou duchas vaginais internas
  • A abstinência sexual permitirá que o colo do útero cicatrize melhor.

Você deverá comunicar ao seu ginecologista, se notar:

  • Febre.
  • Hemorragia espontânea, com sangue vermelho fresco, muito mais forte que uma menstruação.
  • Dor forte que não responda aos analgésicos comuns como o Ibuprofen.

Que tratamento é recomendado após a Colposcopía?

  • O tratamento recomendado dependerá dos resultados que revele a biopsia. Se forem encontradas alterações leves ou de baixo grau, é possível que não se sugira qualquer tratamento e somente se dê seguimento mediante a colheita de outras provas de Teste de Papanicolau periodicamente.
  • Outras alternativas de tratamento (de acordo com o relatório do laboratório), seriam eliminar as células superficiais do colo do útero por meio de congelação ou de laser.
  • Outra alternativa é uma biopsia mais demorada mediante um procedimento chamado conização com recurso a ansa diatérmica (LEEP) que se pode levar a cabo na mesma consulta do ginecologista.
  • Às vezes é necessário fazer uma conização cirúrgica no bloco operatório. O seu ginecologista explicar-lhe-á detalhadamente cada uma destas alternativas.

A colposcopía é segura durante a gravidez?

Qualquer colheita do Teste de Papanicolau anormal durante a gravidez requer uma avaliação mais minuciosa, tal como se faz na paciente não grávida. O exame visual através do colposcópio não causa dano algum, e no caso de se identificar alguma alteração suspeita, sabe-se que se podem fazer biopsias sem risco durante a gravidez. No entanto, não deverão fazer-se colheitas do canal endocervical (mediante curetagem endocervical, chamada CEE) durante a gravidez. A maior parte dos tratamentos prescritos a pacientes não grávidas não são recomendáveis durante a gravidez. Geralmente, estes tratamentos podem esperar até depois do parto. Frequentemente, repete-se o exame após o parto para determinar se o tratamento continua a ser necessário.

Quais são os riscos da Colposcopía?

A colposcopía não apresenta riscos considerados de importância, e pratica-se rotineiramente na consulta do ginecologista. Os efeitos secundários mais comuns são os incómodos produzidos pelas soluções aplicadas, e as contrações causadas pela curetagem endocervical ou pelas biopsias. Pode notar-se um sangramento mínimo durante vários dias após a colposcopía, mas é pouco habitual um sangramento abundante. Assim sendo, o seu provedor de serviços de saúde poderia usar a solução de Monsel ou nitrato de prata para controlar o sangramento.

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